Sinopse: Pelo segundo ano consecutivo, a segurança privada brasileira apresenta crescimento no número de postos de trabalho. Em maio deste ano, registramos 571.158 vigilantes em atividade – um número ainda distante dos 631 mil de 2015, mas significativamente superior aos 485 mil de 2023, a menor marca da última década. Esse avanço renovado nos enche de orgulho e aponta que estamos trilhando o caminho certo.
Essa recuperação exigiu resiliência, comprometimento e muita dedicação. Não foram tempos fáceis. Enfrentamos crises econômicas, os efeitos devastadores de uma pandemia e, com isso, o fechamento de empresas e a perda de empregos para milhares de trabalhadores.
Sempre alertamos que dois elementos seriam decisivos para a retomada: a recuperação da economia e a aprovação do Estatuto da Segurança Privada.
Nos últimos anos, a economia brasileira mostrou sinais de reação, embora ainda aquém do seu pleno potencial, mas o suficiente para reaquecer setores essenciais, entre eles o nosso. É importante lembrar: a segurança privada não se fortalece com a escalada da criminalidade, mas com o vigor de uma economia sólida. Os dados dos dois últimos anos divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública confirmam essa realidade.
Somado a isso, conquistamos um março histórico: a aprovação e sanção da Lei nº 14.967/2024, o tão aguardado Estatuto da Segurança Privada. Embora seja cedo para avaliar todos os seus efeitos, já é perceptível a influência positiva da nova legislação, que entrou em vigor em setembro do ano passado e aguarda a publicação do decreto regulamentador para sua plena aplicação. No entanto, é cristalino que o Estatuto já começa a influenciar diretamente o setor.
Estamos confiantes. O caminho que nos levará aos novos tempos está pavimentado de esperança e solidez.
Com uma base legal moderna, completa e alinhada aos padrões internacionais, temos todas as condições para manter um ritmo de crescimento sustentável.
Mais do que isso, estamos preparados para evoluir de forma estruturada, garantindo não apenas o fortalecimento da atividade, mas também a segurança da sociedade. Para isso, continuaremos firmes na defesa dos nossos objetivos. No momento, a regulamentação do Estatuto da Segurança Privada e a questão do aprendizado na atividade são prioridades absolutas.
Essas duas questões precisam ser resolvidas para que o nosso propósito de tornar a segurança privada cada vez maior, mais forte e mais segura para os cidadãos seja alcançado.
Seguiremos em frente, sempre em busca de melhorias
de nosso setor.
Juntos, somos mais fortes.
Um grande abraço.
Jeferson Nazário
Presidente da Fenavist
