{"id":12841,"date":"2016-01-19T13:00:30","date_gmt":"2016-01-19T16:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bibliotecadeseguranca.com.br\/en\/?p=12841"},"modified":"2016-01-19T11:59:15","modified_gmt":"2016-01-19T14:59:15","slug":"historia-das-prisoes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bibliotecadeseguranca.com.br\/en\/livros\/historia-das-prisoes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria das Pris\u00f5es no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-12842\" src=\"http:\/\/www.bibliotecadeseguranca.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Hist\u00f3ria-das-Pris\u00f5es-no-Brasil.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Pris\u00f5es no Brasil\" width=\"145\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/www.bibliotecadeseguranca.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Hist\u00f3ria-das-Pris\u00f5es-no-Brasil.jpg 145w, https:\/\/www.bibliotecadeseguranca.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Hist\u00f3ria-das-Pris\u00f5es-no-Brasil-100x150.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 145px) 100vw, 145px\" \/>Clarissa Nunes Maia, Fl\u00e1vio de S\u00e1 Neto, Marcos Costa e Marcos Luiz Bretas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Publisher\u00a0Rocco<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Overview:<\/strong><\/span> Organizados por Clarissa Nunes Maia, Fl\u00e1vio de S\u00e1 Neto, Marcos Costa e Marcos Luiz Bretas, os dois volumes de Hist\u00f3rias das pris\u00f5es no Brasil trazem uma in\u00e9dita contribui\u00e7\u00e3o da academia para a reflex\u00e3o sobre um tema espinhoso desde os tempos coloniais: o c\u00e1rcere e o sistema prisional brasileiro. Reunindo, pela primeira vez, pesquisas originais e trabalhos monogr\u00e1ficos produzidos em universidades de todo o pa\u00eds, a presente obra recupera os sentidos hist\u00f3ricos da pris\u00e3o no Brasil e enriquece o atual debate sobre viol\u00eancia e seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>Ao tratar da deten\u00e7\u00e3o como um produto social, constru\u00eddo e reconstru\u00eddo ao longo da hist\u00f3ria, os pesquisadores inclu\u00eddos nesta colet\u00e2nea provam que conhecer a pris\u00e3o \u00e9 compreender uma parte significativa dos sistemas normativos da sociedade brasileira ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos. Comparando o sistema carcer\u00e1rio nas diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e apontando suas diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as, jovens historiadores e renomados estudiosos produzem um conjunto heterog\u00eaneo de reflex\u00f5es sobre as formas de controle social na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>Embora existisse como forma de reter os indiv\u00edduos desde a Antiguidade, a cria\u00e7\u00e3o da pena de encarceramento \u00e9 identificada apenas na Idade Moderna, por volta do s\u00e9culo XVIII, como elemento-chave de importantes mudan\u00e7as acontecidas no sistema penal do Ocidente. A puni\u00e7\u00e3o seria desde ent\u00e3o marcada pela racionaliza\u00e7\u00e3o da pena de restri\u00e7\u00e3o da liberdade.<\/p>\n<p>Todas as institui\u00e7\u00f5es que tinham por finalidade administrar a vida de seus membros, ainda que \u00e0 revelia destes \u2013 como internatos, conventos, hospitais, quart\u00e9is e f\u00e1bricas \u2013, seriam os prot\u00f3tipos das pris\u00f5es, que nasciam destinadas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de punir, defender a sociedade e corrigir o delinquente. A partir da ideia de recuperar os criminosos com uma vigil\u00e2ncia completa dia e noite, al\u00e9m de uma vida disciplinada e austera dentro dos pres\u00eddios, seriam criados, nos Estados Unidos do s\u00e9culo XIX, os primeiros sistemas penitenci\u00e1rios que impunham o isolamento, o sil\u00eancio e o trabalho como cerne da pena de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Refletindo sobre o c\u00e1rcere no Brasil, os historiadores envolvidos neste projeto abrem novos caminhos para as hist\u00f3rias das pris\u00f5es no pa\u00eds \u2013 propositadamente no plural, sem a inten\u00e7\u00e3o ou a pretens\u00e3o de esgotar o assunto \u2013, influenciados, sobretudo, pelo legado do fil\u00f3sofo franc\u00eas Michel Foucault (1926-1984), autor do cl\u00e1ssico Vigiar e punir (1975). Em vez de se afiliar a apenas uma linha de dire\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, os autores apostam nas mais diferentes fontes e narrativas, dispostos a fazer com que a hist\u00f3ria da pris\u00e3o no Brasil reflita a variedade de matrizes historiogr\u00e1ficas e os in\u00fameros olhares poss\u00edveis sobre o mesmo objeto.<\/p>\n<p>No volume II, Amy Chazkel analisa o sistema carcer\u00e1rio do Rio de Janeiro utilizando as mais variadas fontes para explorar o espa\u00e7o social da Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Distrito Federal nas primeiras d\u00e9cadas da Primeira Rep\u00fablica (1889-1930). Transferindo-se para o Rio Grande do Sul, Paulo Roberto Staudt Moreira e Caiu\u00e1 Cardoso Al-Alam enfocam as experi\u00eancias de Porto Alegre e Pelotas na implementa\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es no estado.<\/p>\n<p>Em \u201cDa cadeia \u00e0 Casa de Deten\u00e7\u00e3o: A reforma prisional no Recife em meados do s\u00e9culo XIX\u201d, Fl\u00e1vio de S\u00e1 Cavalcanti de Albuquerque Neto inicia a investiga\u00e7\u00e3o sobre o sistema prisional de Pernambuco, complementada pelo ensaio seguinte de Clarissa Nunes Maia, que prossegue com a an\u00e1lise do sistema carcer\u00e1rio proposto para a Casa de Deten\u00e7\u00e3o de Recife. O nascimento e a administra\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es no Cear\u00e1 s\u00e3o objetos de estudo de Jos\u00e9 Ernesto Pimentel Filho, Silviana Fernandes Mariz e Francisco Linhares Fonteles Neto.<\/p>\n<p>Explorando os diferentes pap\u00e9is sociais atribu\u00eddos \u00e0 figura do prisioneiro, o professor e pesquisador Marcos Luiz Bretas analisa a consolida\u00e7\u00e3o de uma imagem pr\u00f3pria do criminoso nos primeiros anos do regime republicano. Avan\u00e7ando um pouco no tempo, o historiador norte-americano Peter M. Beattie explora o comportamento sexual e a disciplina nas pris\u00f5es, a partir dos registros das visitas \u00edntimas na Penitenci\u00e1ria Lemos de Brito, em 1934.<\/p>\n<p>Mozart Vergetti de Meneses explica em seu ensaio como a Escola Correcional para Menores do Recife, que funcionou entre os anos de 1909 e 1929, pretendia ser um meio para recuperar for\u00e7as destrutivas e torn\u00e1-las aptas ao trabalho. Encerrando o volume, o pesquisador Carlos Alberto Cunha salienta a influ\u00eancia do pensamento de Lombroso, marcado pela suposta fatalidade biol\u00f3gica, sobre m\u00e9dicos e cientistas brasileiros at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clarissa Nunes Maia, Fl\u00e1vio de S\u00e1 Neto, Marcos Costa e Marcos Luiz Bretas Publisher\u00a0Rocco Overview: Organizados por Clarissa Nunes Maia, Fl\u00e1vio de S\u00e1 Neto, Marcos Costa e Marcos Luiz Bretas, os dois volumes de Hist\u00f3rias das pris\u00f5es no Brasil trazem uma in\u00e9dita contribui\u00e7\u00e3o da academia para a reflex\u00e3o sobre um tema espinhoso desde os tempos coloniais: o c\u00e1rcere e o sistema prisional brasileiro. 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